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14/12/2023 Boletim CDAPH

2024-02-23

Título: Cordialidade
Ano: 2023
Dimensões: 25x17.3 cm
Técnica: Colagem sobre papel kraft 40g

Criação da imagem: Maria Fernanda Carmignotto 

Educadora, produtora cultural e colagista independente é graduada em História com especialização em História, Sociedade e Cultura pela PUC-SP. Como produtora, agenciou grupos teatrais, circulou com espetáculos pelo interior de SP e mediou apresentações artísticas em parceria com o poder público de Bragança Paulista. Foi coordenadora da Ong Entrando em Cena por sete anos (2014 a 2021) e participou da realização de projetos incentivados por Leis de promoção à cultura, como o Memórias Vivas, Imagens Vivas Bragantinas (2013-2016) e C.O.R.P.O (desde 2019). Idealizou, junto a parceiros, o núcleo educativo da Fazenda Serrinha, o qual coordenou de 2014 a 2020. Atualmente integra a equipe de dois espaços culturais: a Casa Lebre (2020) e o espaço Edith Cultura (2014), onde contribui ativamente para o desenvolvimento do setor cultural do município, promovendo ações de formação, difusão e convivência, qualificando jovens para o trabalho e ampliando acessos às artes em diferentes contextos. Também ministra cursos nas áreas de mediação cultural e arte educação. Em 2022, teve a sua primeira participação como curadora de exposição coletiva de colagem - Entre um Fragmento e Outro, Cabe o Mundo - na Casa Lebre, em Bragança Paulista. Em 2023, realizou sua primeira intervenção artística como colagista, no projeto "Nós, rio", da fotógrafa Bella Tozini. Há três anos, integra o ateliê de pesquisa em colagem orientado pela artista visual Sofia Lemos. ‎

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Edição Atual

v. 4 n. 1 (2020): BOLETIM CDAPH

Edição de lançamento do Boletim CDAPH online.

Publicação contínua

ISSN-e:  2675-6986

Este periódico online é uma publicação do Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa em História da Educação (CDAPH) da Universidade São Francisco (USF), esta entidade localiza-se no câmpus de Bragança Paulista e tem suas origens lá por meados da década de 1980.

Em 2020, o Boletim CDAPH-USF retoma sua trajetória. O seu objetivo é divulgar artigos acerca do Patrimônio Cultural – sobretudo, daqueles que focalizam a potência e a urgência de iniciativas que tomem tal tema enquanto uma provocação salutar, capaz de estimular a busca por alternativas de resistência ao apagamento de narrativas outras, oriundas de diferentes grupos sociais, para além daqueles afeitos, tão somente, aos saberes e práticas hegemônicas.

Em meio as mazelas decorrentes da trágica pandemia do COVID 19, que tomou de assalto o cotidiano de todos, em esfera global – o Boletim do CDAPH-USF foi retomado com o intuito de colocar em circulação trabalhos de diferentes matizes, acerca do patrimônio. Essa retomada deriva da intenção de fomentar e acolher no periódico problemáticas relativas ao patrimônio cultural, matizadas por experiências coletivas. Problemáticas estas atravessadas por tensões sociais, disputas simbólicas e conflitos de interesses, que pressupõem dinâmicas sociais plurais.

Tal intenção sinaliza que acreditamos nas potencialidades de pesquisas que buscam tensionar o imbricamento entre a diversidade de memórias e histórias que estão em confronto no processo de valorização de determinados patrimônios e/ou manifestações culturais em detrimento de outros, sobretudo daqueles oriundos dos grupos minoritários. 

A retomada do Boletim também reafirma a vocação do CDAPH-USF como entidade destinada a salvaguardar fontes documentais tanto quanto divulgar pesquisas e acervos distintos, sob tal perspectiva visa alcançar o público em geral, mas também os pesquisadores que privilegiam o patrimônio cultural – no seu sentido mais amplo; como campo de interesse de suas pesquisas.

O Boletim ainda se propõe a acolher artigos de especialistas brasileiros e estrangeiros sobre diferentes áreas do conhecimento que se conectam com temáticas patrimoniais; publicar fontes fac-símiles e disponibilizar on line os Colóquios de Educação Patrimonial, promovidos pelo CDAPH-USF. Por conseguinte, esse número traz seis artigos, uma seção dedicada à extensão universitária na USF e dois documentos fac-símiles.

O primeiro artigo tem por título Identidades constituídas no e pelo local: memórias e histórias da cidade de Florianópolis (1930-1950), de autoria de Lisley Canola Treis Teixeira e Clarícia Otto. Nele as autoras apresentam o recorte de uma pesquisa que focalizou práticas da infância em Florianópolis (SC), entre 1930 a 1950. Para tanto entrevistaram 15 moradores locais, com idades entre 70 e 90 anos. Na pesquisa mobilizam as contribuições de Certeau, Benjamin e Pollak, tendo constatado que muitos de seus entrevistados não se reconheciam nas narrativas da história oficial da cidade.

Educação Patrimonial ressignificando memórias e histórias de vida a partir do Museu Casa Margarida Maria Alves, corresponde ao título do segundo artigo, cujos autores são Germinária Sales da Silva e João Batista Gonçalves Bueno. Os autores abordam a formação de professores e a educação patrimonial com intuito de propor reflexões sobre a memória e o patrimônio na relação com as possibilidades que se instauram para a proposta de aulas nos anos iniciais do ensino fundamental. Para tanto, narraram o processo de valorização do Museu Casa Margarida Maria Alves junto aos professores da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Instituto Desembargador Severino Montenegro, de Alagoa Grande, no estado da Paraíba.

O terceiro artigo, O tombamento do sítio histórico de Santa Teresa reflexões sobre patrimônio, memória e italianidade, cujos autores são Márcia Regina Rodrigues Ferreira e Arnaldo pinto Júnior, mobiliza reflexões sobre patrimônio, memória e italianidade, para tanto parte da análise de ampla gama de fontes relativas ao processo de tombamento provisório do sítio histórico de Santa Teresa (ES). Os autores propõem que o patrimônio cultural expressa conflitos, negociações e ressignificações operadas pelos sujeitos em suas práticas sociais. E no âmbito no âmbito da história cultural, a partir do qual discutem as construções simbólicas que colocam em confronto interesses públicos e privados, como registram o processo de tombamento daquele sítio.

No quarto artigo, Ruídos modernos, Roberto Pastana Teixeira Lima salienta as possibilidades que se abrem como uma espécie de exercício do olhar, que na atualidade volta-se à cidade e pergunta – “Quantas cidades se escondem dentro de suas paredes?” Parte-se do pressuposto que a cidade se configura e se desconfigura continuamente. A cidade é maquinaria, é filme, é poesia e é pintura, sem   hierarquização   de   seus   criadores; atravessa saberes populares e eruditos, sem   distinção   de   áreas pré-estabelecidas do conhecimento, como se cada momento/fragmento pudesse ter sua própria espacialidade num movimento de interação sempre atual, que compõe experiências de aprendizagem com o sensível.

O quinto artigo Mapeamento e pesquisa histórica e etnográfica da Capoeira no estado de Tocantins, das autoras Juliana Ricarte Ferraro e Carolina Machado Rocha Busch Pereira, traz os resultados parciais e a metodologia do Projeto em andamento Mapeamento e Pesquisa Histórica e etnográfica dos mestres, grupos e praticantes de Capoeira existentes no Estado do Tocantins – etapa III, que tem sua origem na parceria com a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-TO) e a Universidade Federal de Tocantins (UFT). Abrange os municípios de: Aliança do Tocantins, Alvorada, Araguaçu, Brejinho de Nazaré, Cariri do Tocantins, Chapada da Areia, Cristalândia, Crixás do Tocantins, Dueré, Fátima, Figueirópolis, Formoso do Araguaia, Gurupi, Jaú do Tocantins, Lagoa da Confusão, Nova Rosalândia, Oliveira  de  Fátima,  Peixe,  Pium,  Pugmil,  Sandolândia,  Santa  Rita  do  Tocantins,  Sucupira, Talismã,  e  a  capital  Palmas. O Projeto pautou-se nas metodologias propostas no Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) do IPHAN.

E, o sexto Guias de Turismo: educadores na cidade de Florianópolis, de Guilherme Dunchatt Zetterman e Elison Antonio Paim, é um artigo que focaliza uma pesquisa realizada acerca das percepções/memórias/experiências que os guias de turismo possuem em relação ao seu papel como educador e quais estratégias de ensino-aprendizagem eles implementam em seu trabalho. A pesquisa respaldou-se na metodologia da história oral temática e no uso de entrevistas semiestruturadas com três guias de turismo que atuam na cidade de Florianópolis (SC).

A seção Extensão em foco do Boletim apresenta um artigo cujo título é A arte da extensão e a extensão na arte do per(curso) ao projeto de extensão, de Nair Cristina Pacheco, Débora Reis Garcia e Thiago Alexandre Hayakawa.

A primeira obra fac-símile publicada no Boletim CDAPH-USF intitula-se A caricatura na Imprensa Brasileira – contribuição para um estudo histórico-social, de autoria do franciscano Frei Pedro Sinzig (1876 – 1952), O.F.M.. Foi impressa na então Tipografia das Vozes de Petrópolis, no ano de 1911. Na obra o autor problematiza as caricaturas publicadas em periódicos da época, questionando a conveniência ou não da leitura destes, à luz dos seus princípios morais e católicos, movido pela sua apreensão acerca de preconceitos relativos “[...] à religião, à autoridade, contrário ao próximo” (1911, p.5-6), presentes por entre as páginas de alguns periódicos identificados por ele. A segunda obra é Contos Infantis em verso e prosa, de autoria das irmãs Adelina Lopes Vieira (1862-1934) e Júlia Lopes de Almeida (1862-1934). Teve sua primeira impressão em 1886 em Lisboa, o fac-símile disponibilizado no Boletim corresponde a sua décima terceira edição, datado de 1920. A obra registra a preocupação das autoras com a produção de um livro destinado especificamente para crianças, indo ao encontro da emergência da psicologia como uma das áreas do conhecimento que passa a dialogar com a educação, com maior vigor naquele período.

E, por fim, a entrevista com Fábio Delduque, artista visual multidisciplinar, realizada no XXXIV Colóquio Cidade e Educação Patrimonial: por entre histórias e memórias - Construindo um futuro com Arte e Cultura para a Região Bragantina - Lançamento da versão eletrônica do Boletim CDAPH, ocorrido em outubro de 2020. O artista, desde a década de 1980, atua tanto no Brasil quanto no exterior. É cocurador do Festival Arte na Usina desde a sua criação em 2015 e é curador, diretor artístico e um dos idealizadores do Festival Arte Serrinha que em 2020.

Publicado: 2020-10-06

Extensão em foco

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O Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa em História da Educação (CDAPH), vinculado ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da USF, está localizado no Campus Bragança Paulista e constitui um espaço de referência na pesquisa em história e historiografia da educação brasileira.

Isso porque, muitos dos documentos que compõem o acervo do CDAPH são exemplares únicos, de origem e natureza diversas. Dado o perfil de seu acervo, fomenta e oferece subsídios tanto à pesquisa de alunos de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado, como também, acolhe demandas da sociedade em geral e de diferentes instituições acadêmicas.

O CDAPH possibilita a implementação de atividades voltadas à identificação, coleta, preservação, tratamento e divulgação de acervos de natureza arquivística e bibliográfica, assim como, também digitaliza alguns conjuntos documentais visando garantir a conservação e a acessibilidade dos mesmos para um público mais amplo.

Entre as iniciativas possibilitadas pelo acervo, destacam-se:

  • A promoção de diferentes atividades, tais como: visitas monitoradas, cursos e eventos visando ampliar e garantir o acesso e a divulgação do conhecimento produzido no universo acadêmico junto à sociedade em geral;
  • A participação em iniciativas de preservação do patrimônio histórico e cultural.